Há 20 anos, ‘GTA III’ escrevia os dogmas dos games de Mundo Aberto – Horizontes

Publicado em outubro de 2001, “Grand Theft Auto III” está longe de ser a produção mais popular da franquia, mas é sem dúvida o título mais importante da série. E não seria exagero afirmar que é um dos games mais importantes da indústria. Isso porque “GTA III” foi responsável pela consolidação do formato de game de Mundo Aberto em terceira pessoa. 

Depois dele, o formato explodiu e surgiram dezenas de títulos semelhantes, como “Red Dead Redemption”, “Fallout 3”, “Scarface”, “The Godfather”, “Mafia” e até mesmo os games da franquia “LEGO”. Sem ele, “GTA V” não teria feito o seu primeiro (de mais de 6 bilhões de dólares).

A primeira edição foi publicada para PS2. Em 2002 ganhou edições para PC e depois para o Xbox (original). Um fato curioso é que, mesmo chegando no final do ano, o game foi o título mais vendido de 2001. No total, acumulou mais de 14 milhões de cópias.

Enredo

“Grand Theft Auto III” coloca o jogador na pele de Claude. Um presidiário que, por ironia do destino, estava no mesmo camburão que um figurão que é libertado por sua gangue. De volta às ruas, o jogador precisa se recolocar no mundo do crime.

Claude é um sujeito sem falas. Os demais NPCs (personagens controlados pelo computador) falam pelos cotovelos, com monólogos ácidos e politicamente incorretos. Discreto, o jogador ascende na bandidagem de Liberty City (uma caricatura de Nova York). A cada serviço completo, ele é direcionado para outro e apresentado a outros gângsteres e vagabundos locais.

Gameplay

Jogar “GTA III” é moleza, mas atualmente pode parecer um pouco mais difícil que há 20 anos. Isso porque os comandos não têm a precisão dos games de hoje. Para os dedos acostumados com joysticks sensíveis como os atuais, pode demorar um pouco para pegar o jeito. Fazer mira pode ser um algo chato, pois não tem posição automática.

No game, o jogador deve cumprir as tarefas que lhe são oferecidas. Serviços de motorista, roubos, sabotar veículos, eliminar gangues são alguns dos afazeres. O mapa vai se abrindo de forma gradual. No início da campanha a ponte que liga a porção continental da ilha de Liberty City está interditada.

Foi nela que rolou a operação de resgate do bandidão e acabou detonando com a estrutura. Mas depois de alguns trabalhos para mafiosos e gangues locais, o jogador foge de barco para uma das ilhas, que é uma representação de Manhattan.

No game, o jogador pilota barcos, dirige carros e caminhões. Tem até avião, mas é um tanto quanto impossível de controla-lo. Já a lista de armas também é gradativa: pistola, Uzi, escopeta, fuzil, rifle de precisão e até bazuca.

O jogador pode comprar colete à prova de balas, munição e armas na boa e velha Ammu-Nation. Granadas também podem ser adquiridas.

Carros

O game tem um monte de carros legais, inspirados em automóveis reais, como Dodge Viper, BMW Série 5, Chrysler 300M, Oldsmobile Cutlass, Cadillac Eldorado, dentre outros. O jogador pode guardar carros em suas garagens. Mas no começo, é apenas um cafofo, que cabe um único carro. Mas se não quiser colecionar, roube o primeiro que encontrar. 

Gráficos

Dizer que “Grand Theft Auto III” é um primor de design é uma mentira deslavada. O game tem gráficos cortados a machado. Mas quando se volta ao ano 2001, tratava-se de algo surpreendente. O game é totalmente vetorizado e com aplicação de texturas.

Para a época era algo notável, ainda mais num título com mapas tão grandes e com tanto elementos interativos. Afinal, se pode girar a câmera em 360 graus, afastar e aproximar do protagonista. Tudo isso sem contar com a cidade viva ao redor de Claude.

Sim, o game já conta com uma vida própria. Carros nas ruas, pedestres, pessoas brigando, atropelamentos, colisões e gangues defendendo seus territórios. Para o início do milênio era a expressão máxima do futuro.

Cinema

O game permite alternar a câmera para o modo cinematográfico, quando se dirige um carro. A condução fica prejudicada, mas visualmente é muito legal. E por falar em fotografia, um dos pontos altos do jogo são as animações. São cenas com diferentes cortes e ângulos de câmera, que antecedem as missões. Elas fazem do game um filme.

Trilogia

A Rockstar lançará em 11 de novembro “Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition”, que inclui “GTA III”, “Vice City” e “San Andreas”. Nesse compilado com edições para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e Switch, os produtores deram uma guaribada nos gráficos.

Eles não terão a qualidade dos episódios IV e V, mas ficaram bem mais polidos. O problema é que custa R$ 300.

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